Para todas as mulheres
Reflexão
Lucas 8.1-3 Mateus 27.55
Sempre me impressiona a capacidade que mulheres têm de negar-se a si
mesmas e de servir a seus semelhantes. Vejo isso em mães, irmãs, professoras, líderes
de departamentos de igrejas, esposas, etc., enfim, em mulheres que se dedicam
ao bem estar daqueles que lhes estão ao alcance. Pessoas que, em matéria de
servir, longe de merecerem ser classificadas como sexo "frágil",
apesar da fragilidade física que possam apresentar, podem ser descritas como
verdadeiras guerreiras.
O texto desta meditação, que faz parte
dos relatos da crucificação de Jesus, chama nossa atenção para pontos importantes
a respeito da atuação dessas heroínas. Ele destaca que havia muitas mulheres
acompanhando Jesus naquele momento trágico. Algumas, inclusive, se achegaram tão
perto da cruz que ouviram suas ultimas palavras (Jo 19.2527). Mostra ainda que
elas não estavam ali por acaso, mas vinham acompanhando o Mestre desde a Galileia,
numa viagem difícil e perigosa. E mais, para mim o ponto principal, elas não
foram a Jerusalém a passeio ou turismo religioso, para, quem sabe, apreciar as
belezas da Cidade Santa. Não, elas estavam lá para servir Jesus em suas
necessidades, o que faziam de muitas maneiras, assim como já haviam feito em
outras viagens dele, como lemos hoje. Elas estavam dispostas a servi-lo ate mesmo
apos a sua morte, pois arrumaram forças, não sabemos como, para acompanhar o sepultamento
e, ainda, preparar especiarias para ungir o corpo sem vida do Salvador (Lc 23.55-56).
Com certeza, a força do sexo nada frágil
se evidencia em mulheres como estas que dedicam suas vidas no serviço a Jesus e
ao próximo. Olhemos para elas com gratidão e aprendamos as lições que nos ensinam
por meio de suas ações. Acima de tudo, lembremo-nos que o amor a Jesus e ao próximo
demonstrado por elas e um bom exemplo que todos devemos seguir.
No amor a Jesus esta a
base para a superação de qualquer suposta fragilidade.